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TRAUMA NASAL

A face é uma região de grande exposição do corpo e, em exceção a algumas culturas, raramente é coberta pelo vestuário. Dessa forma, deformidades ósseas e cicatrizes inestéticas no rosto podem trazer grandes impactos psicológicos e sociais ao paciente.

Segundo levantamentos mundiais, a cabeça, o pescoço e a espinha cervical são áreas acometidas em mais de 80% dos casos de pacientes politraumatizados.

O trauma nasal seria o evento causador do desvio septal. Lesões traumáticas dos centros de crescimento do nariz e cartilagem septal durante a infância ou mesmo durante o nascimento (uso de fórceps, por exemplo) são eventos que podem passar despercebidos, mas que com o crescimento podem se tornar sintomáticos.

Numa avaliação aguda do trauma nasal, um exame clínico bem detalhado e possivelmente exames de imagem como a tomografia são mandatórios para uma conduta de sucesso.

Recomenda-se que as fraturas nasais sejam abordadas o mais rápido possível, normalmente dentro da primeira semana da ocorrência da fratura. Algumas vezes isso não será possível devido à formação de edema pós-trauma. No entanto, deve-se ter em mente que procedimentos postergados para mais de 1 semana podem ser mais difíceis de tratar apenas com redução fechada. O tratamento precoce facilita o processo de cicatrização, limita a deficiência do paciente e diminui o período em que o paciente ficará afastado de suas atividades.

A maioria das fraturas é tratada como redução fechada, com ou sem cirurgia, e estabilização externa com curativos. Fraturas nasais mais complexas necessitam de reduções abertas e, geralmente, também de tratamento multidisciplinar com especialista bucomaxilofacial para correção de outras fraturas faciais concomitantes.

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